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Vida na Itália

6 meses de vida na Itália

Quase 7 meses… Esse mês por aqui as coisas melhoraram um pouco. O calor chegou de vez e felizmente passei um mês ocupada e me relacionando muito.

Cursos

O curso de Arquitetura moderna em Modena finalmente acabou! Confesso que no fim estava achando bem chatinho. O que me manteve até o final foi poder passear pela cidade.

Antes de acabar esse curso eu já tinha conseguido um outro em Bolonha. A Luisa – fotógrafa que fez meu ensaio em Bolonha – meu deu a dica do curso de Italiano Aprimondo que tem turmas de italiano avançado.
Animei total e assim quer passaram os feriados de abril fui até lá, fiz uma prova de nivelamento e no dia seguinte comecei o curso.
A professora é super animada e já na semana seguinte saí com os colegas de classe para comer uma piadina. Foi ótimo para quebrar o gelo e conhece-los melhor.

Além do curso de italiano me matriculei em um curso de fotografia aqui em Rimini. Confesso que o maior atrativo desse curso foi a oportunidade de conhecer gente da cidade O conteúdo do curso em si está sendo básico e interessante. Tivemos uma saída diurna domingo passado e foi bacana mas nada de “amizades sinceras“.


Amizades

O pessoal do curso de fotografia é agradável mas tenho a impressão que ninguém se interessa muito em fazer amizade. Poderia dizer que é porque sou estrangeira e tal mas não, o que eu noto é que as relações são realmente superficiais. Você bate um papo e tchau, o curso acaba e ninguém nunca mais se vê na vida.
É TÃO diferente do Brasil – comparações inevitáveis – onde fiz amizades tãooooo queridas nos últimos cursos que frequentei. Não vou dizer que foi assim em um estalo de dedos, porém com o tempo as amizades aconteciam.

Nem tudo está perdido.

Na mesma semana que comecei o curso de italiano em Bolonha entrei no grupo do facebook “Brasileiros em Bolonha” e organizei um encontro para um bate-papo em italiano.

Logo no primeiro encontro de cara conheci um casal nota 10 que me deu uma super ajuda com alguns documentos que eu por má informação ainda não havia emitido.
Rolou um segundo encontro onde apareceu um monte de gente nova e na segunda-feira passada fizemos o terceiro encontro onde comemorei meu aniversário.

Eu – como todo brasileiro expatriado – cheguei aqui jurando que não queria saber de amizade com brasileiros “para poder falar o mais rápido possível” a língua. Só que comigo essa estratégia não funcionou.
Felizmente somos um povo afetuoso, alegre e que ama fazer amizades. E se relacionar com gente assim faz uma diferença danada quando se está a 10.000km de distância de seus amigos e família.


Língua

Com tanta prática, meu italiano está “piano piano” (aos poucos) melhorando.
Na realidade como falei em outros posts, sou uma faladora exigente, quero falar 100% corretamente o tempo todo – mal de brasileiro viu gente?. Fazendo um curso cheio de estrangeiros e ainda batendo papo com brasileiros que acabaram de chegar, vi que não estou tão mal assim.

Ainda me incomoda a cara de alguns italianos enquanto estou falando: Eles franzem a testa e fazem tanto esforço para me entender que parece que estou falando grego.


Academia

Com a chegada do calor tem me dado uma preguiça danada de ir à academia e uma vontade louca de ficar só andando de bicicleta.
Mas tenho me mantido firme e ido ao menos 2 vezes por semana para correr 5km na esteira e fazer um reforçar o joelho.

Nos dias que não vou à academia procuro fazer tudo de bicicleta e tenho convencido o marido de fazer comigo.
Outro dia ele estava de carro e eu de bicicleta. Nos encontramos no centro histórico e na hora de vir embora eu parti enquanto ele ainda ia buscar o carro no estacionamento.
No fim das contas cheguei em casa um pouquinho depois dele. Não é porque pedalo rápido – aproveito para suar – mas o tempo de ir até o estacionamento fora do centro histórico + o transito fazem com que a bike seja o meio de transporte ideal por aqui.
Estou muito feliz de poder usar a bike como meio de transporte, essa era uma bandeira que levantava no Rio e praticamente um sonho.


Alimentação

Continuo na mesma. Não consegui fazer o desafio 30 dias de açúcar como gostaria mas aqui em casa só uso açúcar (de coco) quando faço biscoitos sem glúten e bolo.

O mês que passou caprichei na alimentação e dei uma “murchada”. Só que com a chegada da época de aperitivos e as comemorações de aniversário me empolguei um pouquinho com os drinks #quemnunca.

A regra é, me controlar no dia-a-dia para liberar um pouco nos fins de semana. Não nasci para dietas rígidas mas o glúten por aqui é controlado cuidadosamente.


Blog

Eu falo falo falo mas não aguento e acabo postando mais do que deveria. Minha intenção era postar 2 vezes por semana, mas não aguentei e mantive os mesmos 3 posts por semana como faço desde o início do blog.

Uma coisa que tenho notado no último ano é que os leitores não tem nenhuma paciência para textos longos então estou tentando ser mais sucinta possível naquilo que posto. O que é ótimo pois levo menos tempo para escrever um post.

Apesar manter a constância de posts, tenho respeitado meu tempo e não tenho deixado de fazer outras coisas para estar trancada em casa escrevendo. Quero escrever quando me der vontade e ser feliz escrevendo para meus textos poderem refletir meu estado de espírito.

Hoje por exemplo queria muito escrever um texto mais pessoal e aqui está ele.


Novidades

  • Abriu um Pascucci Caffé no Centro de Rimini estilinho Starbucks – mas com um bom café. Tenho feito do local meu quartel general quando estou pela cidade. O café Pascucci é o meu café italiano preferido.
  • Esse ano não tivemos uma “meia-estação”. Tivemos um início de primavera frio para usar casaco de penas – mesmo que leve – ou calor para vestidinho e camiseta. Um monte de roupas que trouxe do Brasil não me servem por aqui. Nem os sapatos tipo sapatilhas estão servindo muito. Não adianta, para caminhar só um belo par de tênis.
  • Esse mês fui tanto para Bolonha que já me acostumei ao percurso de 1:20h dentro do trem. Como um livro do lado, estudando ou trabalhando passa voando. O único problema vai ser o calor daqui a algumas semanas.
  • Ontem perdi meu primeiro trem.  Nos atrasamos e pegamos um baita transito. Ficou a lição: chegar com antecedência na Estação de trens. Por um lado foi bom pois era dia de mercado pelas ruas do centro e deu para olhar com calma e conhecer várias barracas interessantes.
  • Esse mês peguei ônibus errado – perdi o trem mas peguei o próximo – e peguei trem errado também. É muito importante estar atenta ao numero do trem e não somente o destino final.
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