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Itália, Lago de Garda, Verona, Vida na Itália

Nosso roteiro pelo Lago di Garda (e Verona)

Semana passada aproveitamos que era feriado aqui na Itália e fizemos uma pequena viagem de carro em torno do Lago di Garda e Verona.
O passeio fez tanto sucesso nas redes sociais – principalmente snapchat e insta stories – que acabamos decidindo compartilhar nosso roteiro por aqui.

O Lago di Garda é o maior lago da Itália.
Com uma superfície de 370km² ele fica exatamente no meio de 3 regiões: Lombardia, Trentino e Veneto.
As cidadezinhas em torno do Lago que um dia foram pequenas vilas de pescadores hoje vivem praticamente do turismo.
Em alguns pontos do Lago os ventos sopram forte fazendo com que os esportes náuticos (vela, windsurf e kitesurfe) sejam muito praticados.
As “praias” em torno do lago também são muito procuradas pelos turistas mas apesar do clima estar muito quente vi poucas pessoas se aventurando a nadar no lago. O italiano gosta mesmo de fritar no sol.
Existem inúmeras formas de planejar uma viagem ao Lago di Garda: você pode fazer base em uma das cidades em torno do lago e de lá pegar um dos barcos para conhecer as outras cidades, fazer bate-e-volta de carro ou fazer o giro de carro pernoitando cada dia em uma cidade como fizemos.
A vantagem de fincar bases em uma das cidades é evitar o cansaço da troca de hotel mas em compensação fazendo o giro de carro você aprecia a magnifica vista das estradas que margeiam o lago chamadas gardesana e fica mais independente.
Nós começamos a viagem pelo ponto mais “baixo do lago” subimos pela gardesana occidentale até Riva del Garda e descemos pela gardesana orientale até Bardolino e depois aproveitamos e terminamos a viagem em Verona.

Roteiro pelo Lago di Garda

Dia 1 – Peschiera sul Garda

  • 15h saída de Rimini
  • noite: chegada à Peschiera e passeio pela cidade

Saímos de Rimini logo após o almoço e por volta de 18:30 chegamos na linda Peschiera sul Garda.
Fomos direto para o Albergo Trattoria Fioravante – um simples hotel que desfruta de uma linda vista do lago. Deixamos nossas coisas no quarto e fomos explorar o centro histórico de Peschiera.
A cidade está localizada na foz do Rio Mincio, totalmente reparada dos ventos. Seu centro histórico fica dentro de grossas muralhas austro-húngaras construídas no século XVI para defender a cidade. Essa construção mudou o curso do rio que ao passar pelo centrinho se divide em 3 trazendo ainda mais charme ao local.
Depois de caminhar pelo centrinho paramos no Restaurante Mamma Mia para comer uma pizza. Ponto alto: os cisnes e seus filhotinhos nadando tranquilamente.
Terminamos o dia passeando pela cidade e fazendo muitas fotos.

Dia 2 – Sirmione, Salò e Campione

  • manhã – Sirmione
  • tarde – Salò
  • noite – Limone sul Garda

Logo pela manhã partimos em direção à Sirmione, ali do ladinho. Nos arrependemos de não ter acordado mais cedo pois chegamos junto com todos os turistas do mundo. Mal sabíamos que à tarde a situação pioraria pois era feriado e os turistas locais se juntariam com aqueles que vieram passar o dia por lá.
Mesmo com tanta gente conseguimos fazer um passeio delicioso pelo centro histórico.
Sirmione possui 2 principais pontos de visitação turística: Castello Scaligero e Grotte di Catullo.
A cidade também é famosa por suas águas termais. E uma das opções para relaxar é passar um dia na Terme di Sirmione.
O ponto alto da nossa viagem foi pegar um trenzinho até a entrada das Grotte di Catullo e lá descobrir a Jamaica beach, uma praia com piscinas naturais de cor azul-caribenho e um bar fofo para sentar relaxar e curtir o panorama.
Almoçamos muito bem na Trattoria La Fiasca – dica do blog Italia per Amore – e partimos para o segundo destino: Salò.
Em Salò, a nossa primeira impressão da cidade foi: “agora sim estamos no Lago di Garda”.
O centro histórico de Salò fica praticamente à beira do lago e um grande deck convida para um passeio pela orla. Demos uma escapadinha somente para tomar um gelato na praça em frente ao Duomo e retornar apreciando as lojinhas.
Os principais pontos de interesse da cidade são Duomo, a Orla do lago e aos sábados pela manhã o grande Mercado que se espalha pela a cidade.
 Amamos Salò mas tinhamos toda uma Gardesana Occidentale pela frente, então resolvemos partir em direção ao nosso próximo hotel que ficava a 45km dalí, em Campione del Garda.
Na realidade por causa do sol e calor já estávamos bem cansados e MUITO curiosos para conhecer o local onde ficava nossa hospedagem pois sabíamos que o local seria lindo e não estávamos errados.

O Campione Univela Hostel é um clube de vela onde adultos, jovens e até crianças podem aprender a velejar em uma paisagem de tirar o folego. As instalações ficam em uma praia particular de águas calmas, verde-esmeralda e paredões rochosos a nível Tailândia. No fim de tarde o sol incide exatamente na outra margem do Lago criando um efeito belíssimo.

Depois de instalados fechamos o dia com uma pizza em Limone sul Garda que fica a cerca de 9km do hotel.
Limone é a coisa mais linda-desse-mundo e foi em disparado o lugar que mais gostei em torno do Lago di Garda.

Dia 3 – Riva del Garda e Limone sul Garda

 

  • manhã – Riva del Garda
  • tarde – Limone sul Garda  (o roteiro era inverso)
  • noite – Malcesine
Aproveitamos nosso início de manhã para descansar e curtir um pouquinho o Campione Univela Hostel. Foi incrível apreciar todos aqueles veleiros na água e principalmente observar essas duas fofuras entrando no mar.
Mas precisamos seguir viagem pois tínhamos missões gastronômicas.
O Lago di Garda é muito famoso por alguns produtos como o azeite de oliva, os vinhos lugano e garda, pelos limões – leia-se limoncino/limoncello – de Limone sul  Garda por onde íamos passar.

Eu já vinha pesquisando alguns produtos-desejo pelo caminho mas foi na Cooperativa Agricola Possidenti Oliveti em Limone sul Garda que conseguimos comprar um azeite de oliva espremido a frio feito com azeitonas 100% italianas. e um limoncello que não tivesse cor “verde fluorescente” pela quantidade de corante artificial. O Olifício Limone sul Garda tem alguns pontos de venda e todos bem pertinho do centro de Limone.

Depois da compra fomos direto para Riva del Garda. Pelo caminho vimos muitas pranchas de windsurf na água e quando chegamos entendemos que a cidade é um dos points do esporte.
Riva se localiza na região do trentino que eu considero como “alemanha-italiana” e as construções do centro histórico mostram bem essa mistura.
A cidade possui várias praias em torno do lago para quem quer relaxar e é perfeita para os praticantes de esportes “secos” como trekking, mountain bike e escalada.
Almoçamos muito bem no restaurante Leon d’oro – outra dica do Italia per Amore – e enquanto passeávamos um pouco à beira-mar me veio uma sensação que não tínhamos conhecido suficientemente bem Limone sul Garda. Imediatamente pegamos o carro e voltamos à cidade, que muito especial para ser deixada para trás.
Até os anos 40 quando foi construída a GardesAna, esse pequeno burgo era apenas uma pequena vila de pescadores espremida entre o lago e a montanha.

Limone sul Garda, a minha eleita

Hoje Limone sul Garda  um é um dos 3 principais destinos turísticos do Lago.
O centro histórico se localiza entre o lago e a Gardesana, suas ruas são charmosas e muito íngremes.
Descer até o porto – como chamam o deck principal – exige preparo físico no entanto a vista de lá é compensadora, principalmente no fim da tarde quando o sol ilumina as montanhas do outro lado do lago, um espetáculo.
Por ali o turista pode relaxar em um dos restaurantes à beira do lago, visitar suas famosas limonaias (plantações de limões nas encostas), passear nas suas ruas ou pegar um ferry até Malcesine ou alugar um barco para conhecer as cidadezinhas em torno do lago.
Ao fim do nosso passeio partimos em direção ao outro lado do Lago. Nosso destino era o hotel residence Lido na cidade de Malcesine.
Chegamos mortos mas encontramos forças de ir até o centrinho que mesmo às 23:30 continuava lotado.

Dia 4 – Malcesine e Bardolino

 

  • manhã – Malcesine
  • tarde – Bardolino
  • noite – Venona

Infelizmente o dia amanheceu nublado e prejudicou nossa “turistada” por Malcesine.
Caminhamos até Castello Scaligero principal ponto turístico da cidade mas como chovia resolvemos não entrar.
Também nem cogitamos a subida ao Monte Baldo (1760m), um outro passeio feito a partir da Funivia Malcesine de onde dá para ter uma vista incrível do lago.
Gastamos nossa manhã passeando e tirando fotos pelas vias do centro histórico e pelo porto.
De lá rumamos para a cidade de Bardolino onde almoçamos no Ca’ del Borgo Ristorante Pizzeria.
Bardolino é famosa pela produção dos vinhos Bardolino e Chiaretto, um vinho rosé perfeito para os dias mais quentes.
 
Naquele dia acontecia na cidade o Palio del Chiaretto, uma festa de apresentação e promoção do vinho Chiaretto onde os turistas e apaixonados por vinho podiam degustar – a preços populares – exemplares de várias cantinas.

O ponto alto da cidade é seu porto, sua orla recentemente reformada, seu colorido centro histórico além da enogastronomia, claro. Os principais pontos turísticos são: Castello Bardolino, Chiesa di San Zeno, Chiesa di San Severo, Museo dell’olio d’oliva e do vinho.

Bardolino oferece também praias para todos os gostos e bolsos. A proximidade com Verona faz da cidade uma meta turística de fácil acesso principalmente entre os jovens.

No fim do dia partimos em direção à Verona. Chegando á cidade deixamos nossas coisas no fofo e super reformado Residenza Elisabetta e ainda conseguimos dar uma voltinha pela cidade.

Dia 5 – Verona

Acordamos cedo e fizemos um tour a pé pelos principais pontos na cidade.

Começamos pela Casa di Giulietta, Piazza delle Erbe, Chiesa Santanastasia, Duomo, Ponte di Pietra e Teatro Romano, Castelvecchio e Ponte Scaligero, Piazza Bra e Arena di Verona e por fim a Via Mazzini.

No meio dessa intensa caminhada paramos para almoças na Osteria Alcova del Frate como já contei o post Onde Comer em Verona.

Verona é  linda, organizada e super romântica. Explorar a cidade em apenas um dia é muito corrido mas infelizmente era o que tínhamos e acho que soubemos aproveitar cada minuto.

Infelizmente no fim da tarde pegamos nosso calhambeque e voltamos à realidade.

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2 Comments

  • Reply Nicole Plauto

    Adorei, Dani!!
    Tamos pensando em ir em Julho e vou usar bastante suas recomendações 😀 Obrigada!

    Sobre a água… realmente percebi nas fotos em todo lugar que quase não tem gente dentro do lago. Eu que sou fissurada por água, não nego um mergulho, rsrs
    Você sabe dizer se geralmente é possível entrar na água? Tipo, não é proibido, perigoso, etc… ou só rola se for em praias próprias para o banho mesmo?

    junho 13, 2017 at 10:32 am
    • Reply Dani Bispo

      Oi Nicole, então eu não vi nenhuma placa de proibição. Acho que os melhores locais para banho devem ser próximos às “praias”. O fato de não ter quase ninguém na água deve ser por causa da temperatura nessa época do ano. Para falar a verdade no mar é a mesma coisa. No último fim de semana fui à praia e apesar de muitas pessoas fritando no sol, não tinha quase ninguém na água (nem as crianças animavam). Acredito que em julho a temperatura suba um pouco. Espero ter de ajudado. Bjssss

      junho 13, 2017 at 12:01 pm

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