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Os 4 (imperdíveis) vinhos da Emília Romanha

Se a comida daqui é excepcional imagina os vinhos da Emília Romanha.

A região é a quarta maior região vinícola italiana em tamanho e a segunda em produção de vinhos.

A importância nacional dos vinhos da Emília Romanha é representada por dois selos de origem controlada e garantida DOCG: um para o território dito Emiliano – Colli Bolognesi Classico DOCG Pignoletto – e outro para o território da Romanha – Romagna Albana DOCG.

Existem ainda 23 denominações de origem  (DOC) entre suas 9 províncias e 63 variedades de videiras.

Eu poderia ficar horas escrevendo sobre os vinhos da Emília Romanha, mas como sei que a você querido leitor só interessa bebê-los, vou contar quais são os vinhos mais comuns na região.

Alguns tipos de Lambrusco

Aqueles que você encontra em qualquer supermercado, Trattoria ou Osteria e que consumi-los acompanhados de um prato típico só enriquecerá sua viagem.

 

Lambrusco

É o vinho italiano mais conhecido no mundo: leve, fresco e espumante. Passa por duas fermentações, a segunda na garrafa. Pode ser tinto, rosé e branco.

 

Lambrusco

 

Reggiano e Modenese por excelência,  possui 6 selos de origem. Você pode escolher entre esses tipos ou provar todos, o que eu aconselho:

  • Lambrusco di Sorbara DOP
  • Lambrusco Gasparossa di Castelvetro DOP
  • Lambrusco Salamino di Santa Croce DOP
  • Lambrusco di Modena DOP
  • Reggiano Lambrusco DOP
  • Colli di Scandiano e di Canossa lambrusco DOP

 

No Brasil infelizmente esse vinho é lembrado pelas versões baratas que invadiram nossas prateleiras algumas décadas atrás.

Porém, ao longo dos últimos anos, enólogos passaram dar mais atenção à qualidade e inovação e o Lambrusco melhorou significativamente.

 

Lambrusco e Lasanha à bolonhesa: casamento perfeita

 

É um vinho perfeito para combinar com os  pratos da cozinha emiliana que nem sempre são leves e necessitam uma digestão rápida. Operação que o Lambrusco favorece como nenhum outro vinho.

 

Sangiovese di Romagna

O vinho Sangiovese juntamente com piadina é um dos símbolos da região da Romanha.

Importante produto da tradição e orgulho local, representa um grande trunfo para a viticultura italiana em geral, uma vez que a uva sangiovese contribui para a produção de vinhos de grande força internacional, como o Chianti e o Brunello di Montalcino por exemplo.

 

Sangiovese di Romagna

 

É um vinho de cor vermelha-rubi e às vezes bordas roxas. Possui  um aroma delicado de violetas e frutas vermelhas como cerejas.

Seu sabor é seco, harmonioso, ligeiramente tânico, ao fim com amargo agradável.

Para ser considerado um “Romagna Sangiovese” DOC deve ter pelo menos entre 85% e 100% de uvas Sangiovese em sua composição. É produzido nas versões Novello, Reserva e Superiore e, por ser econômico é um vinho tinto de mesa muito consumido em toda região.

Combina bem com pratos de carne vermelha, salame, massas com molho de carne, queijo parmesão e formaggio di fossa.

 

Pignoletto

Na região das Colli Bolognesi, terra de grandes vinhos tintos há um rei dos vinhos brancos: Pignoletto DOCG.

Os romanos que amavam os vinhos dolcissimos, o desprezava pois  não os considerava “doce o suficiente para ser bom”.

 

Pignoletto

 

É um vinho branco de perfume frutado, cor amarela pálido mais ou menos intenso, com possíveis tonalidades esverdeadas. Existe também nas versões frizante e espumante.

 

 

Não espere um vinho complexo ou profundo, mas um vinho bastante sutil e muito fresco.

Ótimo para servir como aperitivo,  carnes brancas e queijos frescos. É um clássico ser servido com Tortellini in brodo.

Albana di Romagna

Albana di Romagna foi o primeiro vinho branco italiano a obter a denominação de origem controlada e garantida DOCG  em 1987.

É um vinho envolvente, cultivado nas províncias de Bolonha, Ravenna e Forlì-Cesena.

 

Albana di Romagna

 

Conhecido na sua maioria pela variedade dolce e passito (vinho de sobremesa), pode ser apreciado ainda na versão “seco” e, dependendo das áreas de produção, nos deparamos com aromas que vão desde floral para frutado.

O tipo seco é indicado para os peixes em geral, em particular para os crustáceos e sopas à base peixe.

Ele também pode ser servido com foie gras e carnes brancas, especialmente com frango, cérebros, timos. Uma combinação deliciosa é com queijo e mel de castanha.

Os tipos amabile, dolce e passito devem preferivelmente ser consumidos após uma refeição, com fruta e sobremesa.

Além desses vinhos que eu citei é claro que existem vários outros produzidos na região. Esses são os mais populares, tradicionais e imperdíveis por aqui!

 

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1 Comment

  • Reply Ana

    Ótimo post! É sempre bom aprender sobre vinhos.

    fevereiro 24, 2017 at 2:46 pm
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